• Mah Verçoza

A Força Da Mulher no Futebol

Atualizado: Jun 28



O futebol, o rúgbi, a luta livre e até o atletismo têm sido amplamente, mas não totalmente, dominados pelos homens. Hoje, nessas modalidades, as mulheres estão derrubando recordes, preenchendo pontes e também desempenhando papéis de responsabilidade na tomada de decisões importantes e na arbitragem com os resultados desses eventos esportivos.


Para hoje, atletas, árbitras, dirigentes e técnicas exercerem sua profissões nos esportes ditados como do 'homem', muitas mulheres enfrentaram dores físicas e mentais, preconceito, assédios, agressões, humilhações. Mulheres como Léa Campos, que abriram não, derrubaram barreiras.

Primeira àrbitra do mundo

Léa Campos foi pioneira na arbitragem e também no jornalismo esportivo, pois foi uma das primeiras repórteres de campo, e passou por muitas vezes indagações nos momentos em que ia entrevistar jogadores dentro do vestiário.

Primeira árbitra do mundo superou a ditadura, detenção e a CBD pelo apito.

Além dela, como atleta temos Marta Vieira da Silva, mais conhecida como Marta, que é uma jogadora brasileira que joga pelo Orlando Pride na Liga Nacional de Futebol Feminino e na Seleção Brasileira como atacante. Ela já foi comparada a uma das melhores do futebol, Marta é chamada de Pelé de saia.


Jogadora Marta
Jogadora Marta
Ela foi eleita 6 vezes melhor jogadora pelo mundial da FIFA do ano, mais do que Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Mas por ser mulher a visibilidade é mínima.

Na arbitragem não é diferente, as mulheres vêm quebrando obstáculos dia a dia.

A lista cada vez maior de elogios femininos continua, desta vez no mundo da arbitragem nos esportes.

Em setembro de 2017, Bibiana Steinhaus se tornou a primeira árbitra em uma das cinco principais ligas da Europa ao apitar no empate de 1 a 1 entre o Hertha Berlin e o Werder Bremen.

Recentemente a árbitra Edina Alves e a assistente Neuza Back fizeram história no Catar: elas formaram o primeiro trio de arbitragem feminino em uma competição adulta masculina da Fifa.


árbitra Edina Alves e a assistente Neuza Back
Árbitra Edina Alves e a assistente Neuza Back

A primeira mulher a apitar um campeonato na Ucrânia chama-se Kateryna Monzul. Monzul fez história em 2016 quando se tornou a primeira árbitra na Ucrânia a arbitrar uma partida de futebol da primeira divisão masculina, um jogo entre o Chornomorets Odesa contra o Volyn Lutsk.


Para mim o importante é o resultado não o gênero . Fazermos um bom trabalho em campo é o essencial. Kateryna Monzul

Aline NASCIMENTO, Diretora da Escola de Arbitragem Sérgio Corrêa vem incentivando o ingresso de mulheres na arbitragem, diversas árbitras, inclusive CBF foram formadas na sua gestão, incluindo a árbitra Fernanda Franciele.

Segundo Aline o número de alunas cresceu desde a primeira turma, mas o preconceito ainda persiste,

Dou cartão vermelho para esse comportamento preconceituoso para com a mulher, que faz e quer fazer parte do futebol. Aline Nascimento, Escola de Arbitragem Sérgio Corrêa

Aline Diretora Escola de Arbitragem Sergio Correa
O número de mulheres cresceu na arbitragem de futebol, a evolução é notória, a cada dia a mulher está conquistando seu espaço e dando show de competência.

E no âmbito futebolista não podemos esquecer das torcedoras nos estádios de Futebol, A FIFA, organizadora do Mundial, ameaçou suspender o Irã por causa de sua polêmica política de proibir a entrada de mulheres nos jogos masculinos.

A medida foi adotada pouco depois da revolução de 1979 e, embora nunca tenha se transformado em uma lei ou norma escrita, tem sido aplicada desde então de forma rígida.


mulher iraniana no estádio de futebol
mulher iraniana no estádio de futebol

E como dirigente de Futebol, é notório o machismo nas gestões desportivas, a Paraíba é o único Estado do Brasil que tem uma mulher à frente do futebol.

Michelle Ramalho preside a Federação Paraibana de Futebol desde 2018 e está no controle do que acontece na Paraíba quando o assunto é o esporte mais popular do Brasil.

Michele Ramalho

Algumas mulheres árbitras se destacaram em seus Estados, como Georlize Teles, que foi a primeira àrbitra de Sergipe. Muito além do esporte, Georlize desempenha um papel importante na sociedade, ocupou cargos importantes.


Fui uma das primeiras mulheres a ocupar a função de auditora do Tribunal de Justiça Desportiva de Sergipe. A primeira mulher a apitar futebol em nosso Estado. Fiz parte da primeira turma de delegados concursados do Estado de Sergipe, sendo uma das primeiras mulheres a ocupar o cargo de delegada. Georlize Teles

Georlize Teles

No outro pilar esportivo, como Nutricionista Esportiva, desenvolvo trabalho nutricional há anos e já observei inúmeras situações preconceituosas no Futebol, na arbitragem inclusive. Salário desigual, piadinhas, são apenas algumas situações.

Mah Verçoza Nutrição No Futebol
Mah Verçoza
Nós mulheres que fazemos um trabalho que está cercado por homens temos uma maior dificuldade, desde salarial até de aceitação e valor. Temos que fazer sempre além para termos algum tipo de enaltecimento . Mah Verçoza

Mas o machismo e preconceito não está somente no esporte mais popular do mundo. No atletismo, Kathrine Switzer, uma ex-maratonista alemã que entrou para a história por ser a primeira mulher a participar da Maratona de Boston, em 1967, numa época em que apenas os homens podiam integrar quaisquer provas de rua no país.


Kathrine  Switzer sendo expulsa da maratona
Kathrine Switzer

A pioneira Léa Campos sofreu muito para abrir portas para essa nova geração de mulheres no Futebol. Os números mudaram um pouco, mas não o suficiente.

A participação feminina nas escalas de arbitragem passou de 4,47% em 2009 para 16,8% em 2020, de acordo com um levantamento realizado pela CBF, que compreende partidas da base e das quatro divisões profissionais do futebol brasileiro. Parece um número representativo, mas o ideal seria 50% mulheres e 50% homens.

Seria um sonho distante ?

O importante é que estamos empenhadas em mudar este cenário, cada movimento, cada iniciativa é importante para galgarmos de forma justa no esporte. 

Nós Mulheres de Hoje com competência podemos fazer parte de qualquer tipo de esporte, não devendo ser exclusivamente masculino, muitas vezes somos mais competentes, mas o simples fato : ser mulher , já nos faz inferiores e incapazes. Isso tem que mudar.

Driblando o machismo, preconceito, xingamentos , assédios , chantagens, e desvalorização, um jogo árduo, no entanto será vitorioso.


REDES SOCIAIS


Podcast https://open.spotify.com/show/3U8OgwOJ5SbO5xKUlqcTCV?si=Uk4u4SjxRSC5U_MCaJJR3g&dl_branch=1


You tube : https://www.youtube.com/channel/UCjG6mYxjOUThDQQGvJvIiww

Facebook : https://www.facebook.com/bymahvercoza

INSTAGRAM : https://www.instagram.com/mah.vercoza/

Escola de arbitragem Sergio Correa : https://www.instagram.com/escoladearbitragemsergipe/


Mulheres de Hoje by MAH VERÇOZA

Posts recentes

Ver tudo